Criado há 20 anos, Enem democratiza o acesso ao ensino superior no Brasil

  • Por Jovem Pan
  • 01/11/2018 06h38
Arquivo/Wilson DiasHoje, a aplicação foi distribuída em dois dias, e o estudante precisa responder a 180 questões, além da redação

Mais de 5,5 milhões de estudantes farão o Enem neste domingo (04). O exame é uma das portas de entrada para seis em cada 10 instituições de Ensino Superior no Brasil. A avaliação, que existe desde 1998, foi reformulada, ganhou importância e virou o segundo maior vestibular do mundo, perdendo só para uma prova na China.

Na primeira edição, o Enem tinha 63 questões e uma redação; era aplicado em apenas um dia e registrava pouco mais de 150 mil inscrições. Hoje, a aplicação foi distribuída em dois dias, e o estudante precisa responder a 180 questões, além da redação.

O ex-ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, ressaltou a diferença do Enem de outras provas brasileiras: “o Enem foi e é um esforço de fazer coisa diferente. Em vez de sinalizar tudo que deve ser ensinado no Ensino Médio ele ver como medir se o Ensino Médio foi bom”.

Para o ex-ministro, o leque de oportunidades que o exame oferece é gigantesco. Além do SISU, a nota do ENEM é utilizada em programas como o Prouni, o Fies, e até para estudar no exterior.

A diretora do Centro de Excelência e Inovação em Políticas Educacionais, Claudia Costin, avaliou ser muito positivo o que aconteceu com o Enem como um mecanismo de democratização de acesso ao ensino superior: “com as características que tem hoje, ele permite uma democratização muito importante do acesso ao ensino superior”.

Cláudia Costin comemorou a evolução do Enem, no entanto, ela lembrou que o exame deverá se adaptar já que um novo ensino médio foi aprovado.

De acordo com os especialistas, a tendência é que no futuro a prova seja online. Dessa forma, a aplicação ficaria mais barata e segura; além de abrir a possibilidade de ser realizada mais de uma vez ao ano.

*Informações da repórter Natacha Mazzaro