Crise econômica alavanca setor de self storage no Brasil

  • Por Jovem Pan
  • 29/02/2016 14h31
Self storage

 A crise fecha empreendimentos, aumenta os preços e causa desemprego. Mas ela também traz oportunidades. Há setores que estão surfando nas dificuldades econômicas, nichos que se aproveitam das turbulências para dar a volta por cima. É o caso do self storage, armazéns que recebem bens e pertences de quem não tem mais espaço para guardar as coisas.

O público alvo da atividade, no entanto, não é só de moradores dos cada vez menores apartamentos das grandes cidades. Quem tinha um negócio que fechou durante a crise, está procurando opções mais baratas para guardar o que restou do empreendimento. A empresária Silvia Cavalcante deixou os equipamentos de sua clínica de estética que encerrou as atividades dentro de um self storage: “Eu tinha muitos equipamentos, tinha macas, armários, tudo para atender na clínica de estética que era de grande porte. Como os aluguéis estavam muitos caros eu fui ver o depósito”. O caso de Silvia não é isolado. O fenômeno foi visto na crise de 2008 nos Estados Unidos, onde há 60 mil unidades de self storage.

O CEO da brasileira Guarde Aqui, Allan Paiotti, vê uma agenda negativa dos clientes do estabelecimento: “Os clientes que vieram ao longo de 2015, principalmente no segundo semestre, tem vindo com uma agenda mais triste. Tinha escritórios corporativos e de vendas, que estão consolidando os dois, trazendo as pessoas para uma unidade sé e aquela mobília, o arquivo morto, aquilo que não está sendo produtivo, eles estão trazendo para o self storage como uma maneira de ter uma operação mais eficiente”.

O setor, que é uma evolução do antigo guarda-móveis, já tem até uma entidade que reúne os empresários da área. O diretor administrativo da Associação Brasileira de Self Storage, Renato Daoud, explica o momento bom que vive a área: “Quando você está em uma crise, as pessoas costumam rever suas operações, visando minimizar custos, rever prejuízos e é aí que o self storage se torna mais estratégico”.

O crescimento dos centros de armazenamentos também é resultado, segundo os empresários, da demanda reprimida que a atividade tem no país. Atualmente, são 150 estabelecimentos deste tipo no país, 60% deles localizados no estado de São Paulo.

Informações de Victor La Regina