‘Desemprego e informalidade’ aumentam cautela do consumidor, afirma economista

  • Por Jovem Pan
  • 15/07/2019 09h47
Arquivo/Agência BrasilA projeção média de crescimento da economia está em 0,81% em 2019; em 2018 o índice chegou em 1%

Após dados divulgados mostrarem um baixo aumento no setor do varejo, o economista Ulisses Ruiz de Gamboa, da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), falou ao Jornal da Manhã sobre as projeções da economia para 2019 e as expectativas de expansão no setor.

A projeção inédita da Associação Comercial de São Paulo é de crescimento de apenas 1,1% em 2019 no varejo restrito, ou seja, naquele que não inclui veículos e materiais de construção.

Um dos principais fatores que justificam a perda de fôlego seria a confiança do consumidor, que atrapalha o andamento da economia. “Isso é causa e reflexo da fraca expansão da atividade geral. O avanço pequeno se deve a um contexto de alto desemprego, a renda não cresce muito por conta do aumento da informalidade… Isso faz o consumidor ficar mais receoso para comprar, mais cauteloso”, conta.

A projeção média de crescimento da economia está em 0,81% em 2019, menos de que o 1% do ano passado. De acordo com o levantamento da ACSP, a desaceleração do comércio ficou mais forte, considerando o ritmo de expansão.

Em 2018 os números chegaram a 2,3% e agora, em 2019, devem ficar em 1,1%. Em 2017, a porcentagem foi de 2,1%.

Reforma da Previdência

De acordo com Ulisses Gamboa, as expectativas em relação a reforma da Previdência são boas e podem apresentar resultados também no índice.

“Estamos aguardando os próximos passos do ministério da Economia e se isso pode trazer algum estímulo como a queda da taxa de juros, a liberação do PIS/Pasep. Isso talvez possa melhorar a situação nos próximos meses.”

Para o economista, além da reforma, boas notícias também podem surgir de reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, que podem tomar decisões positivas quanto as taxas de juros.

“A medida que haja aumento de confiança do empresário e você possa reativar as contratações, diminuir as taxas de juros e aumentar o crédito, isso pode configurar um cenário mais positivo daqui pra frente.”