Editorial: Muito obrigado, Joseval Peixoto

  • Por Jovem Pan
  • 21/12/2018 13h27
Johnny Drum/Jovem PanPouquíssimos seres humanos conseguem descobrir em vida que já se tornaram eternos pelo que fizeram.

Meus amigos,

Estamos aqui reunidos para homenagear um narrador esportivo que produziu peças com presença assegurada em qualquer antologia dos grandes momentos das transmissões radiofônicas.

A sua voz de contralto eternizou, por exemplo, o milésimo gol de Pelé e os instantes mais admiráveis da mais deslumbrante das Copas: a de 1970, em que o Brasil conquistou o tricampeonato no México.

Estamos aqui reunidos também para homenagear um advogado que brilha intensamente na constelação dos juristas de fina linhagem.

Ele mostrou o que seria já no momento em que recebeu o diploma da lendária Faculdade de Direito do Largo de São Francisco. Foi ele o orador de uma turma composta por grandes oradores.

Estamos aqui, enfim, para homenagear um soberbo apresentador de programas jornalísticos.

Ele sempre exibiu, empunhando um microfone, a naturalidade do narrador apaixonado por futebol e o conhecimento de causa do advogado que encantava os espectadores do seu desempenho nos tribunais.

Graças a essas virtudes o apresentador descreveu uma trajetória luminosa, orientada permanentemente por um bordão que sua voz tornou famoso:

O mundo se modifica de minuto a minuto. O rádio continua apresentando os fatos que alteram a vida e modificam esta caminhada do homem. Este é mais um capítulo vivo da historia.

Cada uma dessas três raridades humanas mereceria uma festa. O assombroso é que as três estão reunidas numa única pessoa… Joseval Peixoto!

Para orgulho de todos nós, essa figura extraordinária se confunde com a nossa Jovem Pan.

Tal destino começou a ser traçado já nas iniciais dos nomes do profissional e da Empresa em que passou 52 anos de sua vida.

Jota de Joseval e Jovem! E P de Peixoto e Pan!

Pouquíssimos seres humanos conseguem descobrir em vida que já se tornaram eternos pelo que fizeram.

Joseval sabe disso há muito tempo.

No caso de Pelé, por exemplo, bastaria ter consumado o milésimo gol para compreender que havia garantido a sua vaga no panteão reservado aos melhores e mais brilhantes.

No entanto, o craque genial prosseguiu ampliando seu imenso acervo de gols inesquecíveis e jogadas mágicas.

Foi assim também com Joseval. Ele poderia ter sido apenas o grande advogado, ou o grande narrador esportivo, ou o grande apresentador do Jornal da Manhã.

Como tanta coisa lhe pareceu pouco, ele juntou os três personagens num corpo só e se transformou numa figura incomparável.

Joseval Peixoto é um homem único, múltiplo e irrepetível.

Em nome de todos os amigos da Jovem Pan, em nome de todos os aqui presentes e em nome de milhões de brasileiros, encerro esta rápida saudação com a frase que resume nosso sentimento coletivo:

Muito obrigado, Joseval Peixoto.