Ensino a distância: Três faculdades são atingidas por resolução do Conselho de Medicina Veterinária

  • Por Jovem Pan
  • 02/03/2019 07h48
PixabayDe acordo com o Cadastro Nacional de Cursos e Instituições de Educação Superior, há treze cursos a distância autorizados pelo MEC. No entanto, somente três instituições iniciaram atividades

O Conselho Federal de Medicina Veterinária disse que a proibição de inscrição de formandos por ensino a distância se dá para resguardar o exercício da profissão.

Essa foi a decisão da última reunião plenária, na semana passada, e aprovada por unanimidade, como explica o secretário-geral do Conselho Federal de Medicina Veterinária, o médico-veterinário Helio Blume: “como somos responsáveis pela formação profissional e sentimos dever de fazer com que a formação seja adequada, estamos zelando para que o profissional formado tenha condições de atender necessidades múltiplas dessa profissão”.

Sem a inscrição no Conselho Regional de Medicina Veterinária, quem tiver concluído o curso a distância fica impedido de exercer a profissão de médico-veterinário em todo o Brasil.

A decisão também aponta que os profissionais que ministrarem disciplinas ou estiverem envolvidos na gestão dos cursos a distância estão sujeitos à responsabilização ético-disciplinar.

Para os membros do conselho, o ensino a distância impede a realização de aulas práticas essenciais para preparar o bom profissional.

Segundo regras do Ministério da Educação, 20% da grade horária da graduação de Medicina Veterinária pode ser realizada por aulas on-line, desde que restritas aos conteúdos meramente teóricos. O Conselho, por sua vez, defende que o restante das aulas sejam ministradas exclusivamente de modo presencial, inclusive, com estágio profissional.

De acordo com o Cadastro Nacional de Cursos e Instituições de Educação Superior, há treze cursos a distância autorizados pelo MEC. No entanto, somente três instituições iniciaram atividades: Universidade Brasil, Centro Universitário Sociesc e Centro Universitário Una de Bom Despacho e não há nenhum formado. Ao todo, a medida impacta 2.020 alunos das três faculdades.

Em nota, o Ministério da Educação disse que “não interfere na relação de graduados com os conselhos profissionais”.

*Informações do repórter Fernando Martins