Entusiasta da Lei Rouanet, secretário de Cultura de SP critica gestão negligente de governos do PT

Sérgio Sá Leitão concedeu entrevista exclusiva ao comentarista da Jovem Pan, Alexandre Borges

  • Por Jovem Pan
  • 22/05/2019 06h09
Jovem PanSérgio Sá Leitão afirmou que a gestão negligente dos governos petistas permitiu o acúmulo de 25 mil projetos sem análise de contas

O secretário da Cultura do Estado de São Paulo, Sérgio Sá Leitão, defendeu uma análise mais cautelosa dos impactos do teto da nova Lei Rouanet. No mês passado, o Governo Federal limitou em R$ 1 milhão o financiamento para cada projeto do setor.

Sérgio Sá Leitão, reconheceu que algumas exceções estabelecidas pela lei foram pertinentes, mas lembrou que o custo de restauro é muito alto.

Em entrevista exclusiva ao comentarista da Jovem Pan, Alexandre Borges, o atual secretário e ex-ministro da Cultura, mencionou três projetos de restauração, que variam de R$ 40 a R$ 160 milhões: “são projetos realmente caros e aí R$ 1 milhão não funciona para todas as áreas, mas o Governo incluiu algumas exceções. A gente tem que pagar para ver. Se problemas acontecerem, que o Governo esteja aberto a aperfeiçoamentos”.

A Lei de Incentivo à Cultura foi um mecanismo criado pelo Governo Federal para substituir a Lei Rouanet.

O secretário Sérgio Sá Leitão se disse entusiasta da antiga legislação, mas afirmou que a gestão negligente dos governos petistas permitiu o acúmulo de 25 mil projetos sem análise de contas.

A eficiência da gestão de museus e programas de incentivo foi um ponto defendido pelo secretário. De acordo com Sérgio Sá Leitão, diversas tragédias envolvendo museus poderiam ter sido evitadas se houvesse participação da iniciativa privada: “esse modelo 100% estatal é modelo falido. A capacidade de investimento do Estado vem diminuindo ano a ano”.

Além da gestão, o secretário Estadual da Cultura disse que está realizando iniciativas de prevenção a incêndios e o reforço da segurança, inclusive para evitar roubos.

O ex-ministro ainda lembrou que o governo do Estado conseguiu recursos para a restauração do museu do Ipiranga ao abrir espaço para o setor privado. O governador João Doria captou R$ 160 milhões e deve finalizar as obras a tempo do bicentenário da Independência, no ano de 2022.

*Informações da repórter Nanny Cox