Equipe econômica começa a definir pontos da reforma da Previdência

  • Por Jovem Pan
  • 12/01/2019 08h30
Valter Campanato/Agência Brasil Ao longo da semana, a equipe econômica do governo avançou em pontos centrais da proposta, enquanto o núcleo político pensa em estratégias para que ela seja aprovada

A Reforma da Previdência vai, aos poucos, amadurecendo. Ao longo da semana, a equipe econômica do governo avançou em pontos centrais da proposta, enquanto o núcleo político pensa em estratégias para que ela seja aprovada pelo parlamento.

Um dos principais itens já está definido: o modelo de capitalização. Hoje, a Previdência Social é feita na forma de repartição, em que os trabalhadores da ativa pagam os salários dos aposentados. Na capitalização, cada contribuinte financia a própria aposentadoria em uma espécie de poupança. A PEC também tem a missão de reduzir o déficit do sistema atual.

Além disso, deve ser enviada uma matéria só, descartando a possibilidade de fatiamento. O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que a proposta que está por vir é mais rigorosa do que a anterior, do ex-presidente Michel Temer.

“A proposta que existia antes tinha regra de transição de 20 anos. Estamos fazendo algo da mesma profundidade, embora eu ache que um sistema de capitalização como estamos desenhando é ais robusto, mais difícil, mas estamos trabalhando para as futuras gerações”, disse Guedes.

O presidente Jair Bolsonaro vai ter conhecimento do texto na próxima semana. Em discurso após empossar os novos presidentes do Banco do Brasil, da Caixa e do BNDES, ele fez elogios ao ministro Paulo Guedes: “o desconhecimento meu ou dos senhores em muitas áreas e aceitação disso é sinal de humildade. Tenho certeza, sem qualquer demérito, que conheço mais política do que Paulo Guedes e ele conhece muito mais de economia do que eu”.

Algumas questões relacionadas à reforma ainda não foram definidas. Os militares têm pressionado o presidente Bolsonaro para que eles fiquem de fora da proposta. O ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, é a favor de um sistema diferente para a classe.

Os comandantes da Marinha, almirante Ilques Barbosa Junior, e do Exército, Edson Pujol, também defenderam a exclusão dos militares da reforma. O texto final da PEC vai ser enviado ao Congresso em fevereiro.

*Informações do repórter Levy Guimarães