Ex-prefeito de Londres segue como favorito para substituir Theresa May

  • Por Jovem Pan
  • 12/06/2019 09h42
EFEJohnson é uma figura caricata. Formado nas principais escolas do país, ele faz parte da mesma elite que está no poder desde David Cameron.

A corrida para a sucessão de Theresa May começou nesta semana e os indícios até aqui são de que há um favorito claro.

O ex-prefeito de Londres Boris Johnson, que lança sua campanha hoje, é o favorito entre os 10 nomes apresentados na disputa dos conservadores.

Johnson é uma figura caricata. Formado nas principais escolas do país, ele faz parte da mesma elite que está no poder desde David Cameron.

E essa elite nunca se conformou bem a transferência de determinados poderes de Londres para Bruxelas com a expansão da União Europeia.

Tanto que Johnson foi um dos cabeças da campanha do Brexit e não se envergonhou de lançar mentiras descaradas no caminho para vencer o referendo.

Entre elas, a mais embaraçosa, de que a desfiliação da Europa resultaria em uma economia de 350 milhões de libras por semana a serem investidas no sistema público de saúde.

Cascata pura, mas vá lá. Eleitores mundo afora adoram ser enganados por seu mascote da vez.

Agora Boris promete que aconteça o que acontecer, o Reino Unido sairá da União Europeia no dia 31 de outubro sem mais atrasos.

A declaração é tudo que os apoiadores do divórcio querem ouvir depois de dois adiamentos e a paralisia completa do país por três anos.

Mas isso também é tudo que Boris Johnson tem a dizer no momento. Quer dizer, ele também prometeu cortar o imposto de renda das classes mais altas, as que ganham acima de 50 mil libras por ano e hoje pagam alíquota de 40%. Como se essa fosse a prioridade do país que já caiu do precipício faz tempo.

A primeira rodada de votações dos conservadores para escolha de seu novo líder será amanhã. Mas o processo mesmo só deverá ser concluído em 22 de julho.

Até lá esse favoritismo todo de Boris Johnson pode derreter – como já aconteceu antes. O problema é que o cardápio para os britânicos não é lá muito animador.

Parece aquela situação vivida num lugar, que eu não dizer o nome, em que independente de quem ganhar a eleição, o país já perdeu de qualquer forma.