Governadores eleitos se reúnem em evento sobre desafios da gestão estadual

  • Por Jovem Pan
  • 06/12/2018 07h15
João Godinho/Estadão ConteúdoO governador eleito de Minas Gerais Romeu Zema, do Partido NOVO, afirmou que, a partir do ano que vem, o Estado irá aderir ao Regime de Recuperação Fiscal

Governadores eleitos dos Estados de Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Espírito Santo e Amazonas se reuniram em evento sobre desafios da gestão estadual, em São Paulo. E mais uma vez, o tema do ajuste das contas públicas ficou no centro do debate.

Minas e Rio Grande do Sul estão entre os Estados com pior situação fiscal. Segundo relatório do Tesouro Nacional do último mês, as duas unidades federativas estão entre os Estados que ultrapassaram o limite de 60% da receita corrente líquida em gastos com pessoal.

O governador eleito de Minas Gerais Romeu Zema, do Partido NOVO, afirmou que, a partir do ano que vem, o Estado irá aderir ao Regime de Recuperação Fiscal do Governo federal, adotando as regras impostas pela União.

Como opção para o aumento da receita do Estado, Zema também sugere uma maior arrecadação de impostos por meio da fiscalização de empresas informais que hoje não pagam as tarifas ao Governo.

O governador eleito do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, do PSDB, também considera a adoção do Regime de Recuperação Fiscal como fator importante no ajuste das contas, mas novamente descartou a hipótese de privatização do Banrisul, banco estatal gaúcho.

Em substituição, Eduardo Leite quer levar à Assembleia Legislativa propostas de privatização das empresas estaduais de energia elétrica, gás e mineração, além de alterações estruturais em carreiras dos servidores públicos.

O governador eleito também considera que a manutenção do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços, o ICMS, por mais dois anos é essencial para que o estado ganhe tempo para estudar medidas de ajuste das contas e reestruturação da máquina.

Em situação oposta, com ajuste de contas em dia, o governador eleito do Espírito Santo, Renato Casagrande, do PSB, pretende ampliar gastos com investimentos em infraestrutura do Estado.

Casagrande, no entanto, critica o aumento de despesas colocadas no orçamento proposto para 2019 pelo atual governador do Estado, Paulo Artung, e declara que apresentará um novo orçamento para votação na Assembleia em Janeiro.

O governador eleito destaca que, mesmo sabendo do crescimento econômico previsto para o próximo ano, ainda não se sabe quanto tempo ele irá durar.

*Informações da repórter Victoria Abel