Governo vai instalar apenas mil novos radares em rodovias; número anterior era de 8 mil

  • Por Jovem Pan
  • 16/07/2019 06h29
WILSON PEDROSA/ESTADÃO CONTEÚDOMinistro também comemorou a abertura do capital estrangeiro para as companhias aéreas

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, anunciou nesta segunda-feira (15) que o governo fechou, em parceria com o Ministério Público Federal (MPF), um acordo para instalar mil radares nas rodovias federais. Segundo ele, a partir dessa decisão, o número de faixas fiscalizadas vai cair de 8 mil para 2,2 mil, trazendo uma economia de R$ 600 milhões.

Freitas vê a redução como uma necessidade. “Hoje, o Ministério da Infraestrutura, como um todo, tem disponível R$ 6 bilhões. É necessário, nesse cenário de orçamento, você ter contratos de R$ 1 bilhão de radar?”, questionou, em relação a um contrato assinado ainda na gestão do ex-presidente Michel Temer (MDB) e suspenso em abril deste ano.

De acordo com o ministro, os radares vão ser instalados apenas em locais onde realmente há a necessidade. Para ele, há um excesso desses equipamentos nas rodovias. “Eu acho que não tem polêmica nenhuma, né. Existe uma diretriz do presidente da República que nós estamos seguindo e a diretriz que o ministério está seguindo, então no final das contas não vai ter mais radar escondido, radar que tem como objetivo prejudicar o cidadão”, afirmou.

Aviação

Ele também defendeu a abertura do capital estrangeiro para as companhias de aviação, medida aprovada pelo Congresso e que já está em vigor. Segundo Freitas, um dos primeiros efeitos é a chegada de companhias de baixo custo, as chamadas low cost, ao Brasil – o que vai resultar em uma redução do preço das passagens a partir de setembro.

“A Air Europa, a Globalia, também espanhola, se estabeleceu no Brasil. Então no final das contas a gente já começa a perceber as empresas vindo para o Brasil. Novas empresas significa mais competição, nos diversos destinos, e isso vai ter um reflexo na tarifa”, disse.

A medida aprovada prevê que as companhias aéreas podem operar no Brasil com até 100%  de capital estrangeiro, desde que sejam registradas e possuam sede no país.

*Com informações do repórter Levy Guimarães