Ministério da Educação tenta agilizar elaboração da base curricular do ensino médio

  • Por Jovem Pan
  • 25/07/2018 07h02
Valter Campanato/Agência BrasilMinistro da Educação, Rossieli Soares, acredita que haverá um momento de se discutir a formação continuada, para impactar também a geração de novos professores

Ministério da Educação escolhe a data de 2 de agosto como “Dia D” para discussão da Base Nacional Comum Curricular para o Ensino Médio. Mais de 28 mil escolas públicas e particulares de todo o Brasil foram convidadas para participar do debate junto ao Conselho Nacional de Educação.

Nesse dia, estudantes do ensino médio não terão aula. O objetivo é envolver os docentes na construção do documento que vai definir o que deve ser ensinado aos alunos. A principal polêmica do texto envolve a definição de que apenas as disciplinas de língua portuguesa e matemática seriam obrigatórias nos 3 anos de ensino médio.

O ministro da Educação, Rossieli Soares, destaca a importância, também, de se debater a qualificação dos professores. “Este profissional que está lá na ponta e que dá a resposta positiva para a sociedade. O próprio debate traz a formação do profissional. Ele poder estar dentro da sua escola vai ajudá-lo na sua formação e a olhar o documento com mais profundidade”, explicou o ministro.

Soares afirmou que haverá um momento de se discutir a formação continuada, para impactar também a geração de novos professores.

Já presidente do Consed, Cecilia Motta,  ressalta que o Dia D será uma oportunidade para se debater de forma mais profunda o conteúdo escolar. “As audiências são grandes e não chegam no ‘chão’ da escola. Agora é para realmente escutar os professores e alunos”, afirmou.

Cecília Motta espera que o documento esteja pronto até o dia 26 de agosto, para que seja enviado para a Conselho Nacional de Educação. Após o trâmite, a nova base curricular será enviada para homologação do MEC, passando a valer em todo o país.

*Com informações do repórter Matheus Meirelles