Ministério da Saúde comemora procura de médicos brasileiros por vagas deixadas pelos cubanos

  • Por Jovem Pan
  • 27/11/2018 06h56
José Cruz/Agência BrasilDe acordo com o ministro, o edital prova que era falsa aquela ideia de que os médicos brasileiros se recusavam a ir para as regiões mais pobres

A grande procura dos profissionais brasileiros que substituirão os cubanos no programa Mais Médicos foi recebida com alívio pelo Ministério da Saúde, que já estudava inclusive remanejar profissionais que já estão no programa para evitar que populações carentes de cerca de 2.824 municípios e 34 distritos indígenas fossem prejudicadas.

O número de médicos interessados superou os 30 mil. Mas nem todos concluíram o processo e apresentaram a documentação necessária. O Governo conta com o preenchimento das 8.500 vagas e quem garantiu uma colocação tem até o dia 14 de dezembro para se apresentar à Secretaria de Saúde local.

O ministro da Saúde, Gilberto Occhi, saiu em defesa dos médicos. De acordo com ele, esse edital prova que era falsa aquela ideia de que os médicos brasileiros se recusavam a ir para as regiões mais pobres.

Todos os anos se formam no país cerca de 28 mil novos médicos e existem apenas cerca de 12 mil vagas para a chamada residência médica. Por isso, a avaliação é de que depois daquela resistência inicial em que o programa foi criticado por todas as entidades de classe sob a alegação de que precarizaria o atendimento, o Mais Médicos agora já é bem aceito e aparece como a possibilidade de primeiro emprego.

O Conselho Federal de Medicina tem recomendado inclusive que a concessão de registro para os recém-formados seja agilizada para possibilitar que eles participem do processo de seleção.

O conselheiro do CFM, Hermnan Tisenhausen, lembrou que em 2016 e 2017 mais de 25 mil médicos se inscreveram no programa e não conseguiram a vaga. E hoje, como no passado, ele afirmou que não é necessária a presença dos cubanos.

A grande diferença agora nesse edital é que o médico, no momento da inscrição, já faz escolha para a localidade em que efetivamente existe a vaga.

Nos editais anteriores os médicos podiam fazer a opção por quatro localidades, passavam por uma análise técnica e entravam numa lista de espera. Muitos não eram selecionados, abrindo assim a possibilidade para brasileiros e estrangeiros formados no exterior e também para os cubanos.

*Informações da repórter Luciana Verdolin