Pré-candidata, Marta Suplicy reconhece que errou quando fez “taxa do lixo”

  • Por Jovem Pan
  • 22/01/2016 09h55
Marta Suplicy participou do Jornal da Manhã desta sexta-feira nos estúdios da Jovem Pan

Agora pré-candidata à Prefeitura de São Paulo, a senadora Marta Suplicy (PMDB-SP), que já exerceu o cargo municipal de 2001 a 2004, reconheceu que “a taxa do lixo foi um erro”. A tarifa estabelecida no início de 2003 pretendia aumentar o orçamento da cidade taxando a coleta seletiva e foi recebida muito negativamente pela população, gerando até o apelido de “Martaxa” por seus opositores.

“Eu ali errei”, reconhece a senadora. “Isso foi uma das aprendizagens que eu fiz. Para mexer no bolso das pessoas, é a última das últimas instâncias”, afirmou em entrevista ao Jornal da Manhã desta sexta-feira (22).

Rejeição

Apesar de ser uma das mais conhecidas entre os paulistanos, Marta ainda sofre com bastante rejeição do eleitorado da capital. Em pesquisa exclusiva de blog Jovem Pan de agosto de 2015, 97,6% dos entrevistados já tinham ouvido falara ex-prefeita, mas 57,9% diziam que não votariam em Marta “de jeito nenhum”. O levantamento foi feito duas semanas antes de Marta Suplicy ser anunciada como filiada do PMDB. Em abril do ano passado, ela já tinha deixado o PT.

“Parte (da rejeição) era do PT e parte era minha mesmo”, disse Marta. Ela reconhece que “não tinha muita paciênca para a imprensa” na época em que geriu a cidade. A ex-prefeita avalia também que outro motivo de sua impopularidade é que “toda cidade era um canteiro de obras” em sua gestão e, com isso, ela “desagradava muito canto da cidade para fazer tudo muito rápido”.

Orçamento curto

Com um discurso contra o aumento de impostos, Marta foi questionada como trabalhará com o orçamento da capital paulista em um cenário de crise econômica. A pré-candidata prefere atacar a falta de produtividade que vê na atual gestão de Fernando Haddad (PT), concorrente à reeleição.

“Trabalhei com R$ 13 milhões (de orçamento), ele (Haddad) trabalha com R$ 50 milhões e o que fez? Ciclovias?”, questiona a senadora, criticando o prefeito por não ter construído CEUs (na verdade, um foi entregue e oito estão em obras, de 20 prometidos).

Com a perspectiva de diminuição de repasse de verbas federais (uma das reclamações constantes de Haddad à gestão Dilma), que pode ser agravada pela saída turbulenta de Marta do PT, a senadora responde: “Passei quatro anos sem ter nenhum dinheiro federal (durante seu mandato como prefeita)”.