‘Pegamos as melhores ideias do mundo e juntamos no novo programa de universidades’, diz secretário do MEC

  • Por Jovem Pan
  • 18/07/2019 09h11
Valter Campanato/Agência BrasilO secretário de Educação Superior, Arnaldo Barbosa de Lima Júnior

O secretário de Educação Superior do Ministério da Educação (MEC), Arnaldo Lima, afirmou, nesta quinta-feira (18), que o ‘Future-se’, novo programa da pasta que tem como objetivo incentivar a autonomia financeira das universidades e institutos federais, ampliando os investimentos privados no ensino público superior, foi feito da união das “melhores ideias do mundo”.

Segundo ele, a inspiração veio “das melhores práticas internacionais”. “Se você olhar o top 50, o ranking das melhores universidades internacionais, 40% dos orçamentos vem da iniciativa privada, que é muito bem vinda para fomentar a pesquisa científica. Pegamos as melhores ideias do mundo e juntamos nesse novo projeto”, declarou em entrevista ao Jornal da Manhã.

Lima explicou que o investimento privado no ensino público superior já acontece no Brasil, mas de forma menor e que, por isso, o projeto visa estimular essa parceria. “Estamos propondo incetivos concretos para fazer da Educação uma marca tipo exportação”, disse.

Atualmente, o projeto está em consulta pública na internet – “Uma estratégia para mostrar que estamos abertos ao diálogo constante” – mas ainda precisará passar por aprovação do Congresso Nacional. Questionado sobre o tempo que essa votação pode demorar, uma vez que a agenda da casa está cheia de outras reformas, como a da Previdência e tributária, Lima afirmou que já existem pontos do projeto que são permitidos por lei e, por isso, já podem ser executados.

“Claro que o Congresso é parte importante da consulta pública e que vamos lá debater o programa, sempre queremos ouvir o Congresso, mas podemos executar algumas medidas por enquanto, como o ‘naming rights’, que cede os nomes de campus e edifícios à empresas. A Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI), por exemplo, já faz isso com a Vale em Minas Gerais”, explicou.