PSL aposta em manifestações para pressionar Congresso por pautas prioritárias

Bolsonaro liberou os parlamentares para decidirem se vão ou não aos atos

  • Por Jovem Pan
  • 25/05/2019 08h51
Reprodução/YoutubeO líder do PSL no Senado, Major Olímpio, acredita que as manifestações podem pressionar o Congresso a aprovar pautas prioritárias do governo

As manifestações convocadas para o próximo domingo (26) estiveram entre os temas mais comentados no Congresso ao longo da semana. Deputados do PSL, principalmente, prometem comparecer aos atos.

Após uma reunião com as bancadas da Câmara e do Senado, o partido do presidente Jair Bolsonaro liberou os parlamentares para decidirem se vão ou não às manifestações.

Um dos discursos mais celebrados pelos membros da legenda foi o do deputado Filipe Barros. Segundo ele, o movimento de amanhã é espontâneo: “eu quero ressaltar a importância das manifestações deste domingo que, ao contrário do que a imprensa tem falado, é manifestação convocada pelo povo”.

O líder do PSL no Senado, Major Olímpio, acredita que as manifestações podem pressionar o Congresso a aprovar pautas prioritárias do governo, como a manutenção do Coaf nas mãos do ministro da Justiça, Sergio Moro: “além de dizer ‘força Bolsonaro’, f’orça à manutenção do Coaf no Ministério da Justiça’”.

A líder do Governo no Congresso, deputada Joice Hasselmann, disse que membros e representantes do Planalto foram orientados a não participar: “há orientação do presidente da República para que integrantes do Governo não participem justamente porque representam o Governo”.

Os atos de domingo vêm recebendo diversas críticas não só da oposição, mas também de parlamentares de centro, que enxergam nos protestos um movimento de apoiadores do Governo contra o Poder Legislativo e o Judiciário, como indicou o deputado Sidney Leite, do PSD: “discordo quando se busca fazer manifestações para diminuir o papel do Congresso e intimidar o STF”.

Parlamentares de oposição apostam nos protestos marcados para o dia 30, próxima quinta-feira, como uma nova demonstração de força contra o Governo.

Neste dia, está programada uma nova manifestação motivada pelo contingenciamento na educação.

*Informações do repórter Levy Guimarães