PT critica tentativa de golpe liderada pela ‘direita golpista e antichavista’ na Venezuela

O assunto da Venezuela repercutiu entre políticos brasileiros, que comentaram a situação no país vizinho

  • Por Jovem Pan
  • 01/05/2019 06h48
Reprodução/TwitterGleisi Hoffmann disse que a Venezuela corre o risco de uma intervenção liderada por aqueles “que são lacaios dos americanos”

O ditador Nicolás Maduro agradeceu na noite desta terça-feira (30) o apoio militar que, segundo ele, dissolveu um pequeno grupo que pretendia levar violência à Venezuela. Esta foi a primeira aparição pública de Maduro desde o início dos protestos contra o regime chavista, que terminaram em conflitos.

Em Caracas, ao lado da cúpula militar, o chavista parabenizou as Forças Armadas por terem evitado o que ele classificou como uma tentativa de golpe. Maduro também afirmou que os militares que apoiaram o autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, foram pagos pela oposição. Já Juan Guaidó publicou um vídeo nas redes sociais convocando novas manifestações para este 1º de Maio.

O assunto da Venezuela repercutiu entre políticos brasileiros, que comentaram a situação no país vizinho.

O Partido dos Trabalhadores divulgou uma nota em apoio a Maduro, dizendo que houve uma tentativa de golpe liderada pelo que classificou como “direita golpista e antichavista”. O texto assinado pela presidente do PT, deputada Gleisi Hoffmann, e pelos líderes do partido no Congresso ainda diz que Maduro tem o apoio das pessoas.

Falando na tribuna do Câmara, Gleisi Hoffmann disse que a Venezuela corre o risco de uma intervenção liderada por aqueles “que são lacaios dos americanos”.

Um grupo de deputados do PSL, que faz parte da Comissão Externa da Câmara sobre a crise na Venezuela, está na cidade fronteiriça de Pacaraima, em Roraima, desde domingo (28). Nas redes sociais, Eduardo Bolsonaro, que integra a comitiva, fez críticas a governos anteriores que financiaram o que ele classificou como “narcoditadura” de Nicolás Maduro.

O presidente Jair Bolsonaro disse nas redes sociais que “qualquer hipótese será decidida exclusivamente pelo Presidente da República, ouvindo o Conselho de Defesa Nacional”.

Em seguida, também nas redes sociais, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, respondeu ao presidente. Ele destacou que a Constituição Federal determina que é “competência exclusiva do Congresso Nacional autorizar uma declaração de guerra pelo Presidente da República”. Maia aproveitou para defender uma “solução que preserve a democracia e não agrave a crise humanitária que assola o país vizinho”.

*Informações do repórter Afonso Marangoni