São Paulo tem a maior dívida entre os estados, mas não atrasa pagamentos

  • Por Jovem Pan
  • 22/06/2016 07h39
Com a proposta de revitalizar o centro de São Paulo e atender a demanda de moradia, o governo paulista acaba de anunciar a concessão do terreno 18 mil m² da antiga rodoviária para construção de habitações populares através de Parceria-Público-Privada, a PPP. Foto: Ciete Silvério/ A2imgGeraldo Alckmin

 São Paulo não deve decretar calamidade ou emergências para combater suas dívidas, mesmo sendo o maior devedor do Brasil em números absolutos. Os débitos dos estados com a União somam R$ 428 bilhões, dos quais R$ 205 bilhões são do contingente paulista.

Mesmo em dívida com o governo federal, o estado de São Paulo não atrasa pagamentos de salários ou compromissos com fornecedores. Por causa disso, o governador Geraldo Alckmin afirma não ser necessária nenhuma medida extraordinária por parte do estado para manter as contas: “O estado tem as suas contas rigorosamente em dia. É lógico que em um momento de grande crise econômica, a arrecadação cai forte. Isso é um fato que precisa ser levado em conta. Quando o PIB cresce 4% a, arrecadação cresce mais de 4%, cresce 5%, 6%. Quando o PIB cai 4%, a arrecadação cai mais de 4%, cai 5%,6%,7%”.

Não há atrasos nos pagamentos, mas o estado enfrenta greves nas universidades públicas, no Detran e houve paralisações na Cetesb e na Fundação Casa.

O secretário estadual dos transportes metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, diz que fará programa de demissão voluntária no Metrô para possibilitar investimentos: “Nós vamos lançar no metrô um programa de demissão voluntária, aprovado pelo governo, para que a gente possa economizar recursos de custeio, proporcionar economia para o governo para que investimentos sejam mantidos”.

Por possuir a maior dívida entre os estados, São Paulo não terá direito à carência de seis meses oferecida às outras unidades da federação. O desconto foi limitado a R$ 400 milhões por mês, fazendo com que o estado ainda pague parcelas de R$ 900 milhões.