Termina nesta sexta (28) prazo para saque do fundo PIS/Pasep para quem tem menos de 60 anos

  • Por Jovem Pan
  • 28/09/2018 07h04
José Cruz/Agência BrasilO dinheiro é referente aos rendimentos anuais depositados nas contas dos trabalhadores entre 1971, ano da criação do PIS/Pasep, e 1988

Qualquer cotista dos fundos do PIS e Pasep que trabalhou com carteira assinada antes da Constituição de 1988 tem direito a sacar o benefício até esta sexta-feira (28).

O dinheiro é referente aos rendimentos anuais depositados nas contas dos trabalhadores entre 1971, ano da criação do PIS/Pasep, e 1988.

No entanto, quem perder essa chamada só poderá fazer o saque futuramente, quando se enquadrar na lei 13.677/2018, que determina situações para a permissão do saque, como por exemplo, ter no mínimo 60 anos, ser herdeiro de cotista, pessoas em situação de invalidez, ou com doenças específicas.

É importante deixar claro que ninguém perde o dinheiro, se não efetuar o saque nessa ação. O montante fica guardado até a pessoa se enquadrar nos critérios necessários.

Clayton Rosa, superintendente regional da Caixa, disse que somente no Estado de São Paulo está localizado um terço dos beneficiários.

Mais de 11 milhões de beneficiários com menos de 60 anos já fizeram o saque.

Para facilitar o atendimento aos cotistas do PIS, as agências da Caixa abrirão duas horas mais cedo nesta sexta-feira, exceto nas regiões em que, devido ao fuso, não for possível dar essa condição.

Os trabalhadores da iniciativa privada optam pelo PIS que pode ser sacado nas agências da Caixa. Enquanto isso, servidores públicos civis e militares são optantes pelo Pasep, pago pelo Banco do Brasil. Nesse meio, segundo o Ministério do Planejamento, cerca de 480 mil pessoas ainda não sacaram o benefício, equivalente a R$ 650 milhões.

Quem contribuiu após 4 de outubro de 1988 não tem direito ao saque, porque a Constituição passou a destinar as contribuições do PIS/Pasep das empresas para o Fundo de Amparo ao Trabalhador, que paga o seguro-desemprego e o abono salarial, além do BNDES.

*Informações do repórter Fernando Martins