Vereadores de SP votam matérias sem apreciá-las e alegam que questões passam “despercebidas”

  • Por Jovem Pan
  • 07/06/2018 08h01
Divulgação/ANPVCâmara Municipal aprovou por ampla maioria projeto que prevê além do salário, até R$ 16 mil a mais de gratificação a funcionários do parlamento paulistano

Vereadores de São Paulo muitas vezes votam projetos sem saber o conteúdo. É o que apurou a reportagem da Jovem Pan.

Mesmo em um momento do País em que a necessidade de corte de gastos é premente, a Câmara Municipal aprovou por ampla maioria projeto que prevê além do salário, até R$ 16 mil a mais de gratificação a funcionários do parlamento paulistano.

Caberá ao presidente da Casa, vereador Milton Leite (DEM) sancionar ou vetar o tema, já que ele substituirá o prefeito Bruno Covas que viajará ao exterior.

A reportagem conversou com diversos vereadores que não quiseram gravar entrevista, porém grande parte destacou que houve uma tentativa de golpe, com a inclusão do artigo de última hora e que a leitura em plenário não teria sido feita, com isto a questão passou despercebida por muitos.

O vereador Conte Lopes (PP), que votou favoravelmente, afirmou que foi pego de surpresa.

Soninha Francine (PPS), que votou contra o projeto por entender que a população não aguenta mais a elevação dos gastos públicos, enfatizou que os vereadores têm que tomar mais cuidado e faz uma “mea culpa” acrescentando que em outra oportunidade deixou passar um tema de relevância sem apreciação.

O vereador Gilberto Natalini (PV) não votou a matéria, mas disse que há uma articulação em andamento para pedir a revogação do aumento da gratificação.

O presidente da Câmara indicou que conversará com as lideranças para vetar o sancionar o projeto, quando estiver na cadeira de prefeito.

As cartas estão na mesa. A gratificação é robusta, mas o certo é que em muitas ocasiões os nobres parlamentares votam matérias sem saber do que estão tratando.

Confira a reportagem completa: