Clube de e-sports brasileiro comemora indicação a prêmio em Cannes: ‘Prazer imenso’

  • Por Jovem Pan
  • 18/01/2019 11h35
ReproduçãoA votação para eleger a melhor organização é aberta ao público

O clube INTZ está concorrendo ao prêmio de Melhor Organização de E-sports 2018 pelo The Game Shakers. O vencedor será escolhido pelos fãs dos esportes eletrônicos. “Existimos há 4 anos no cenário de e-sports e receber essa indicação em Cannes é um prazer imenso”, comemorou Lucas Almeida, CEO da INTZ, em entrevista ao Morning Show nesta sexta-feira (18).  A votação no site da premiação é aberta.

Leo de Biase, sócio da BBL, especializado em entretenimento e membro do júri do The Game Shakers, também participou da conversa na bancada. Ele falou sobre a importância do crescimento dos e-sports em todo o mundo, alçando inclusive essas categorias de profissionalização. “O cenário está expandindo muito. Atingindo mainstream, gerando audiência, frequência, receita. As grandes marcas estão vendo que falamos diariamente com os jovens e o videogame vem se tornando essa comunicação de marcas”, disse.

Segundo ele, diversas empresas e marcas de variados setores já notaram o potencial do setor. “Cada vez mais marcas e empresas estão entrando no mercado [gamer], hoje temos bancos, empresas de roupas, alimentação e bebidas. As empresas perceberam que há todo um ecossistema aí”, ressaltou. Biase contou também que já há jogadores com salários na casa dos 30 mil. “São jovens, maiores de idade, mas jovens”, apontou.

Lucas Pierre, conhecido como Maestro, treinador da equipe de League Of Legends da INTZ, entrou no bate-papo e traçou paralelos com o amadurecimento dos jogadores.

“Eu, sendo gamer desde pequeno, levei muita bronca dos meus pais por falar palavrões [quando perdia nos jogos] e hoje dou bronca nos meninos [atletas] por questões comportamentais”, conta. Pierre ressalta que o universo dos videogames pode ensinar muito aos jovens, “as pessoas aprendem muito mais do que imaginamos no universo dos games, aprende-se muita coisa boa, como novos idiomas, mas às vezes cabe o puxão de orelha”, concluiu.