Diretor de ‘Kardec’ quer aproximar público brasileiro de obra espírita

  • Por Jovem Pan
  • 14/05/2019 12h11
Reprodução/YouTubeLeonardo Medeiros é o protagonista do filme que vai acompanhar a trajetória do francês Allan Kardec

O francês Allan Kardec é um dos nomes mais importantes do espiritismo. Viveu no século XIX, mas sua trajetória e obra seguem atuais, por isso o filme brasileiro “Kardec”, que chega aos cinemas nesta semana, aborda os estudos científicos conduzidos por ele para a codificação espírita.

“O filme retrata o momento de transformação em que Kardec deixa de ser um professor cético, um cara respeitado por todo o seu trabalho com educação, para investigar do ponto científico o que eram aqueles fenômenos [que ele presenciava]”, explicou Wagner de Assis, diretor do longa, em entrevista ao Morning Show desta terça (14).

Leonardo Medeiros é o responsável por dar vida a Allan Kardec nos cinemas e, como o francês, se considera cético aos assuntos paranormais. “Cresci numa família espírita, vi e testemunhei muitas coisas, minha família tem muitos médiuns. Mas sempre tive um princípio de rejeição pois esperava que isso também acontecesse comigo. Então foi como Kardec, que registrou várias coisas, mas nunca teve a experiência”, contou à bancada.

Para Assis, a história do espiritismo conversa bem com o público brasileiro por causa de seus fundamentos básicos. “Tem um aspecto do trabalho dos espíritas que é a caridade. Uma das frases é ‘fora da caridade, não há salvação’, por isso realizam-se muitos trabalhos sociais e isso basicamente tem a ver com a natureza do nosso povo.”

O diretor ainda rejeita a possibilidade de que as recentes polêmicas com João de Deus esvaziem as salas de cinema no fim de semana.

“João de Deus nunca se declarou espírita de fato, ele tinha o seu papel lá em Abadiânia bem definido. Os espíritas de verdade não cometem atos que sejam contra a lei. Quanto ao filme, é sobre um homem de 1852 que enfrentou desafios e tem uma história linda de transformação. O filme também é pra destruir preconceitos.”