‘O caso Evandro’: Podcast sobre assassinato de criança vai virar série de TV

  • Por Jovem Pan
  • 02/07/2019 12h33
ReproduçãoEvandro, de seis anos, foi morto em 1992, no Paraná; Ivan Mizanzuk criou podcast sobre história do caso

“No dia 06 de Abril de 1992, na cidade de Guaratuba, no litoral do Paraná, o menino Evandro Ramos Caetano, de apenas 6 anos de idade, desapareceu. Poucos dias depois, seu corpo foi encontrado sem as mãos, cabelos e vísceras. A suspeita: foi sacrificado num ritual satânico.”

Esta é a descrição de “O caso Evandro“, história narrada na 4ª temporada do “Projeto Humanos”, podcast criado pelo jornalista Ivan Mizanzuk. Natural do Paraná, Ivan conhecia a história desde sua infância e, por isso, decidiu transformá-la num formato que já estava habituado.

“Comecei o ‘Projeto Humanos’ em 2015, mas eu já tinha uma experiência de quatro anos com o ‘Anticast’, um podcast de design que virou de política. Quis adotar o modelo podcast storytelling, já consolidado nos Estados Unidos, e que eu defino como um filme para ouvir”, contou Mizanzuk à bancada do Morning Show nesta terça-feira (2).

O sucesso de “O caso Evandro” trouxe uma visibilidade tão grande para a história que ela será adaptada para livro e uma série de TV, ainda sem muitos detalhes.

“Vai virar uma série de TV, ano passado eu vendi os direitos para a Glaz Produtora, ainda estamos trabalhando no roteiro, mas não posso falar sobre a emissora. A previsão é para sair no ano que vem. Vai sair um livro também pela HarperCollins, que também tem previsão de lançamento para ano que vem”, contou.

Iniciado em 2018, “O caso Evandro” já conta com 24 episódios publicados e, em média, cada um tem 1h30, alguns chegando até 2h de duração. A ideia de Mizanzuk é fechar a narrativa em 30 episódios.

Desde o início dos anos 2000, o podcast é um formato consolidado nos Estados Unidos. No Brasil, apesar de existirem programas com mais de 10 anos de publicação, o formato ainda é desconhecido para muito gente. Mas Ivan faz parte de uma nova geração que quer mudar o cenário.

“A partir do ‘Serial’ [podcast americano], eu vi que se fizesse um bom caso criminal brasileiro iria bombar. (…) A monetização ainda é meio faroeste [no Brasil]. Fazemos assinatura para o ‘Anticast’, mas ainda não é possível ganhar dinheiro com downloads”, explicou.