“Há uma demonização excessiva do governo do PT”, acredita Pedro Cardoso

  • Por Jovem Pan
  • 08/07/2015 11h05
Jovem Pan

O ator Pedro Cardoso elogiou a colega Marieta Severo que recentemente foi criticada por ter defendido que o Brasil melhorou muito nos últimos anos e, logo,  considerada “petralha”. “Há uma demonização excessiva do governo do PT, não sou inocente e houve no mínimo um negligenciamento enorme quanto a questão da corrupção”, falou Cardoso que ressaltou “avanços sociais” recentes. As declarações foram dadas em participação no Morning Show desta quarta-feira (08/07).

Ainda de acordo com Cardoso, a fala da amiga de profissão “foi de uma elegância sem fim, e muito oportuna, ainda mais, neste momento”. Marieta Severo discordou de Faustão recentemente durante  atração da Rede Globo. O jornalista questionou se a “dona Nenê” concordava se o “Brasil era o país da desesperança”, mas foi contrariado. “Pra mim, tem uma coisa muito importante: a inclusão social, a luta contra a desigualdade. A gente teve muito isso nos últimos anos. Estamos numa crise, mas vamos sair dela”, respondeu a atriz.

O ator, em cartaz com a peça “O Homem Primitivo”, também deu detalhes sobre a montagem para a equipe de Edgard Piccoli. A montagem retrata um homem bruto e violento com a companheira – apesar de ser uma comédia. “A questão do sexismo é primitiva. A peça carrega que isso está sendo consolidado desde os primórdios e quando você mexe o homem reage violentamente”, falou.

O espetáculo crítica ao poder social do homem sobre a mulher e é dividido entre Cardoso e a esposa, a atriz Graziella Moretto. “Parece que o feminismo dos anos 1950 e 1960 tinha resolvido (os problemas das mulheres).  Mas a indústria conseguiu reverter as conquistas”, disse. O artista também ressaltou que ficou descontente que se notou como um “beneficiário do sexismo” recentemente.  “Oprimir também é uma opressão. Relações desiguais acabam sendo ruins para todos”, falou.

A extensão da falta equidade de gênero também pode ser vista em esferas políticas, trabalhistas e domésticas. “Sempre encontro uma porção de mulher trabalhando e nenhuma liderando. É mais comum isso”, avaliou o ator, marcado pelo papel de Agostinho Carrara no seriado A Grande Família. Contra as hierarquias e relações opressoras no dia-a-dia, o ator avaliou que a política do Brasil espelha-se nos problemas vivenciados pela maioria dos cidadãos. “A democracia brasileira na vida pública não avança porque ela não se instala na vida profissional e nem doméstica”, acredita. Com a Lei da Empregada doméstica houve uma reação brutal porque mexe com algo que está aí há séculos”, considerou.