No Dia Nacional do Forró, Falamansa mostra que estilo musical ainda está forte

  • Por Jovem Pan
  • 13/12/2018 12h31
Johnny Drum - Jovem PanGrupo completa 20 anos e comemora Dia Nacional do Forró com apresentações surpresa no metrô de São Paulo

Em pleno Dia Nacional do Forró, o Morning Show recebeu um dos principais grupos do estilo musical no Brasil: a banda Falamansa.

Com 20 anos de estrada, o quarteto está em plena forma, garante o vocalista Tato.  “Falamansa conseguiu assumir uma estabilidade dentro da perna que tínhamos. Não dá para fazer algo maior que a perna.”

O grupo foi criado em 1998 durante um festival de música da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Na ocasião, eles ficaram em segundo lugar na disputa. Tato conta que parte do sucesso da banda vem da identificação do público com as letras e não com os artistas. Para ele, o Falamansa é uma espécie de movimento. “No primeiro show tinha 40 pessoas, no outro 250, o próximo estava lotado. [O Falamansa] não é uma banda, é um movimento jovem. Naquela época [1998] não tinha internet e o que bombava era [graças ao] boca-a-boca”, refletiu.

A banda fez sucesso rápido. Logo no primeiro ano, as músicas do grupo, escritas majoritariamente pelo vocalista, ganharam o público de forma inesperada. “Quando começamos a bombar, não tinha saído nada nosso na TV nem no rádio. A gente entrava pela porta da frente e ninguém conhecia nossa cara. Tivemos quatro volumes de CD pirata antes de ter o nosso”, contou.

Tato acredita que as músicas do grupo causam identificação porque ele as escreve com o intuito de causar felicidade. “Eu sempre escrevi para que uma pessoa escutasse, cantasse e fosse mais feliz do que antes”.

Surpresa no metrô paulistano

O grupo contou à bancada do Morning Show que realizou pequenos shows espontaneamente, sem planejamento prévio, em vagões e pelo menos uma estação do metrô paulista para comemorar o Dia Nacional do Forró.

“Fizemos algo especial na carreira de 20 anos. Viemos de metro, arrancamos os instrumentos e fizemos um som no metro agora de manhã [a caminho da Jovem Pan]. A galera foi chegando aos pouquinhos. Quando paramos ali na estação, ficamos uns dois minutos ali, tantas pessoas ali pararam para ver. Foi um carinho natural” compartilha o vocalista.

Assista a entrevista completa: