Você sabe encontrar o clitóris? Terapeuta sexual dá algumas dicas

  • Por Jovem Pan
  • 21/02/2019 12h52
Reprodução Paula Napolitano dá dicas de como estimular o clitóris

A sexualidade feminina parece sempre estar imersa em mistérios e, quando falamos de clitóris, tanto homens como mulheres ainda têm muitas dúvidas sobre o assunto.

No programa Morning Show desta quinta (21), a terapeuta sexual Paula Napolitano  explicou que os meninos descobrem a masturbação mais cedo e de forma mais natural do que as meninas, que normalmente demoram mais para explorar o corpo. “Para os meninos fica mais fácil pois já está tudo exposto e para a mulher, não é bem assim.”

Mas, afinal, onde fica o clitóris? “É uma bolinha que fica na parte de cima da vagina, uma protuberância que fica protegida pelos grandes lábios”, esclarece Paula.

O órgão íntimo tem mais de 8 mil terminações nervosas e sua única função é dar prazer para a mulher durante a relação sexual. Por estar quase escondido, muitas vezes ele passa despercebido durante o sexo. “De modo geral, os homens não sabem muito sobre o clitóris porque não conhecem bastante o corpo feminino e, normalmente, eles focam sempre no canal vaginal. Como o clitóris está mais acima, os homens acabam não valorizando.”

Paula ainda ressalta que só encontrar o clitóris não é suficiente para garantir o prazer. “Quando falamos em ‘botãozinho’ pode dar a impressão de que você tocou ali e ligou, mas não é assim, é mais um esfregar do que apertar um botão e esperar que alguma coisa vai acontecer.”

Por isso é importante que o casal experimente e explore os corpos antes e durante a relação sexual. “O ideal seria que a mulher conhecesse o corpo dela e que ela pudesse dizer para o parceiro aonde e como gosta de ser tocada”, afirma Paula.

A especialista ainda reforça que problemas emocionais podem interferir na vida sexual das mulheres. “Como a mulher muitas vezes não conhece o próprio corpo e muitas vezes teve uma criação de repressão sexual, mesmo ela sabendo se tocar, pode não ter orgasmo por um bloqueio emocional que precisa ser trabalhado.”