“Um oficial de Justiça veio buscar meu jipe”, conta Sérgio Mallandro sobre fase ruim em 1996

  • Por Jovem Pan
  • 05/12/2018 11h57
Johnny Drum - Jovem PanFase ruim durou dois anos e chegou ao fim com contrato milionário na TV Gazeta

Sergio Mallandro tem 63 anos e continua fazendo sucesso com seu personagem desde os anos 1980, quando ainda estava no SBT. Hoje, ele está em cartaz com o Stand Up “A terapia da Alegria”. Malandro falou ainda sobre momento difícil na carreira, “Em 1996 o Silvio Santos fez auditoria no SBT e acabaram todos os programas. Aí fiquei fora do ar, e eu vivia de licenciamento. Dali a pouco comecei a vender tudo: carros, apartamentos, moto. Sobrou só um jipe, eu estava duro”, revela.

Na época, o humorista chegou a perder o jipe. Ele conta que um oficial de Justiça bateu a sua porta para reclamar o carro e quando o reconheceu ficou sem reação. O caso impactou tanto a vida de Sergio Mallandro que virou história compartilhada em suas palestras empresariais motivacionais.

“O oficial de justiça disse ‘poxa vida, Sergio, meu filho tem 9 anos e te ama, nunca imaginei que viria aqui pegar seu carro e nem sei o que faço. Meu filho está internado e tem câncer’”. Mallandro revela que ao ouvir sobre o filho do funcionário público, deu a ele um dos seus brinquedos licenciados. “Eu disse para ele entregar para o filho. O cara começou a chorar e ficou pensando como pegar o carro e eu disse: ‘você pega o carro, faz seu trabalho, mas leva o boneco’. Comecei a chorar quando ele foi embora porque eu tinha dois filhos saudáveis, eu não tinha problema, tinha obstáculos”, conta em tom sério.

Para Mallandro, o período de dificuldades entre 1996 e 1998 foi duro e moldou sua visão de mundo, “todo mundo pode perder tudo na vida, agora, sua essência ninguém pode tirar de você, [nem o] seu amor à vida, às pessoas”.

Entre 1998 e 1999, Mallandro voltou ao topo batendo 19 pontos na televisão aberta com um programa na TV Gazeta. “[Com o] primeiro salário que eu ganhei [na Gazeta] comprei uma BMW. Eu dei 19 pontos de audiência. Eu arrebentei tudo. Assinei um contrato, fui na loja, comprei uma BMW, tirei a capota e paguei a paguei a vista”, disse.