"Existe um vírus responsável pela manipulação dos votos", afirma Levy Fidelix

  • Por Jovem Pan
  • 07/11/2014 13h48
Lorena Ribeiro / Jovem Pan

Nesta sexta-feira (7), o Pânico no Rádio recebeu Levy Fidelix, político brasileiro e fundador do Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB), famoso pelo projeto do aerotrem e polêmico pela postura homofóbica durante a campanha eleitoral deste ano. Entre os temas abordados, o ex-candidato à Presidência da República falou sobre a reforma política e criticou o processo eleitoral em 2014.

Levy fez uma avaliação sobre o modo como se deu a corrida eleitoral deste ano e contestou a contagem de votos para a Presidência da República. “Não resta dúvida de que o processo democrático aconteceu de forma turbulenta. Os resultados estão sendo contestados. Nas urnas, existe um vírus responsável pela manipulação dos votos. Na terça-feira, dez partidos vão entrar com um pedido de auditoria no TSE. Essas urnas não são confiáveis. Na hora da totalização, é possível burlar o resultado”, afirmou o político.

O ex-candidato ainda insistiu que vem abordando o assunto há muito tempo, mas que ninguém deu atenção, além de desdenhar a credibilidade da empresa fabricante das urnas. “Eu já venho falando há muito tempo e ninguém me deu atenção. Antes de haver o escrutínio, o partido deveria ter acesso ao código fonte das urnas, que é a base de toda a informação. Eu, por exemplo, tive 447 mil votos. Mas eu acho que este número é apenas 10% dos votos que eu realmente tive. A empresa fabricante das urnas está sendo investigada nos Estados Unidos.”

Anunciada como prioridade da Presidente reeleita, a reforma política gera controvérsias entre os partidos políticos brasileiros há décadas. O primeiro ponto de divergência é a forma como a sociedade participaria da reforma. A presidente Dilma Rousseff inicialmente defendeu que o Congresso convocasse um plebiscito em que os eleitores pudessem se manifestar sobre vários pontos da reforma.

Levy concorda com a reforma, com a condição de que haja igualdade entre os partidos.“A reforma política tem que acontecer. Tem que dar isonomia e igualdade para todos. Mas eu pergunto: onde estão os partidos que querem fazer a reforma? São os acusados no Petrolão, no Mensalão.”

O político ainda criticou o modelo como as ciclofaixas estão sendo implantadas na cidade de São Paulo e afirmou que não será aceito pela população. “Ciclofaixas. Eu acho que, como diversão, é legal. Mas como opção para trabalho, eu acho impossível. Não vai significar 0,5% do que nós temos de mobilidade. O ideal seria melhorar o transporte de ônibus na cidade.”

Questão essencial nas discussões que envolvem o cenário político atual em São Paulo, a crise da água é tratada por Levy como um misto entre mudança climática e falta de planejamento do governo estadual. “Isso é questão topoclimática, a cada sete anos tem o efeito El Niño. A água que se toma em Nova York é trazida há quarenta quilômetros de distância. Por que o Alckmin não pode puxar água do rio Paraná? Falta projeto, planos a curto, médio e longo prazo.”

Sobre a polêmica envolvendo a declaração de que “dois iguais não fazem filho” e que “aparelho excretor não se reproduz”, Levy foi mais contido desta vez e apenas pediu respeito a sua opinião. “Eu sou a favor que as pessoas tenham direito a suas opiniões. Mas eu também peço que as pessoas respeitem a minha. O povo brasileiro, em suas maioria, pensa da minha forma.”