Junior Lima não pensa em voltar para o sertanejo: “não é um gênero que eu consumo”

  • Por Jovem Pan
  • 16/05/2017 14h19
Johnny Drum/ Jovem Pan

Já faz 26 anos que Junior Lima se juntou a irmã Sandy para cantar “Maria Chiquinha” e dar início a carreira musical que, no começo, foi bem voltada para o sertanejo. Agora, o músico respira novos ares na música eletrônica e, em conversa com o Pânico na Rádio nesta terça-feira (16), afirmou que um retorno às raízes não é uma opção.

“O sertanejo não é um gênero que eu consumo no dia a dia, então eu não tenho vontade [de cantar]”, afirmou. Junior contou que, conforme cresceu, se distanciou do sertanejo e passou a se aproximar de outros gêneros musicais.

“Quando eu comecei eu era muito criança e era o meu pai que fazia [as músicas]. Hoje gosto de ouvir mais rock, disco, funk”, falou ao comparar à “rebeldia de crescer diferente do ambiente que o cerca”.

Agora, Junior se juntou ao DJ Júlio Torres para um novo projeto na música eletrônica, o “Manimal”, que, conforme ele mesmo diz, surgiu de forma inesperada.

“Começamos a fazer música por fazer para ver o que ia dar e no começo saíram umas músicas mais lentas que refletiam a fase que eu estava”, contou. “Aí saiu uma de dança que deixamos separada e quando vimos tinham outras e o ‘Manimal’ saiu sozinho”, lembrou.

Há 4 anos sem fazer shows, Junior agora se prepara para voltar com o novo repertório que, apesar de ser voltado para as baladas, também tem versões que podem ser apreciadas fora do ambiente dos clubes.

Com o som bastante distinto do sertanejo, o músico contou que o pai, Xororó, não só é curioso para ouvir o projeto como aprova as músicas. “Não faz parte do universo dele, mas ele ouve, reconhece a qualidade e gosta”.

Há tantos anos na estrada, Junior admitiu que sente uma cobrança interna de se atualizar com os fenômenos e tendências do momento. “Eu peguei o momento de transição pra internet, então tudo o que eu sabia do showbussiness eu tive que reaprender”, falou.

“Me sinto obrigado a estar atualizado e falando com o jovem e a galera do momento, por isso acho importante atualizar o formato”, disse. “Apesar de jovem, sou velho de guerra”, brincou.