Matheus Ceará quer evitar polêmicas no humor e na política: 'Não brigo por causa de piada'

  • Por Jovem Pan
  • 02/10/2018 16h34
Jovem Pan

Em meio a toda a discussão em relação aos limites do humor que toma conta das redes sociais há algum tempo, o humorista Matheus Ceará prefere não entrar em polêmicas e não concorda com a máxima de que vale tudo na zoeira. “Não sou desses de brigar por causa de piada, [que defendem] a piada acima de qualquer coisa, a qualquer custo”, disse o comediante em entrevista exclusiva ao Pânico nesta terça-feira (2). “Não é assim, eu tenho família, tenho esposa”, continuou.

Uma das estrelas da Praça É Nossa, Matheus Ceará contou que nunca foi processado por causa de uma piada. “Eu faço meus videozinhos pro YouTube, é tudo bem legal, e por isso nunca levei processo”, disse.

Estreando o show de stand up “De Cara Limpa e Boca Suja”, o comediante gosta de fazer piadas sobre si mesmo. “Depois de muito tempo de carreira, consegui escrever um show de stand up. Peguei a história da minha vida e fiz um show de stand up, transformei ela em engraçada”, explicou.

Além de fazer os fãs rirem, Ceará acredita que sua história de vida pode motivar as pessoas. “A gente é comediante, mas tem outra parte que as pessoas precisam saber”, disse. “Quando conto minha história difícil, não quero dizer que eu agora estou bem na vida e a pessoa é uma ferrada, eu quero motivá-la”, garantiu.

A vida e a família, aliás, sempre foram os principais temas do humor dele. “Não usava o estereótipo do gordo pra fazer o humor, sempre era minha família”, afirmou o humorista, que passou por uma cirurgia bariátrica.

Sem polêmicas

Se Matheus Ceará foge de temas polêmicos em seu humor, ele também não gosta de entrar nessas pautas na vida pessoal, principalmente quando o assunto é política. “Estou só acompanhando [as eleições], quem ganhar, falo que votei”, brincou.

Perguntando sobre os movimentos #EleNão e #EleSim, em relação ao candidato à presidência Jair Bolsonaro, o humorista disse que isso não define seus votos. “O que decide é ver um bom plano de governo e achar legal”, afirmou.