Mr. Catra analisa racismo e defende: “negro foi vendido pelo negro e salvo pelo branco”

  • Por Jovem Pan
  • 07/03/2017 14h26
Johnny Drum/ Jovem Pan

Com um funk novíssimo sendo lançado, Mr. Catra passou pelo Pânico na Rádio nesta terça-feira (7) para falar sobre a música inédita e, de quebra, ainda compartilhou alguns de seus pensamentos antes de ser declarado “rei” do programa.

Questionado sobre racismo, o funkeiro mostrou sua visão e disse acreditar que a questão já foi “nivelada pelo mundo”. “Queria deixar bem claro que, na realidade, não foi o branco que escravizou o negro. Foi o negro que escravizou o negro e vendeu pro branco”, defendeu ao condenar a hipocrisia com que a história é observada.

“Negro não precisa de cota, acho que a gente é igual”, afirmou. Para o funkeiro, a existência de um Dia da Consciência Negra é uma forma de racismo da sociedade: “tinha quer ter dia da consciência oriental, dia da consciência do índio, do branco, de todo mundo”.

Como não podia deixar de ser, Catra falou sobre seu relacionamento com suas 3 esposas e afirmou que, entre elas, não há ciúmes e é possível ser fiel com todas. “Quando a mulher gosta de você ela quer o melhor pra você”, analisou ao contar como mantém a vida familiar. “É a coisa mais fácil. É melhor a verdade absoluta do que qualquer mentirinha”, falou.

 “Eu tenho orgulho de ter minhas mulheres e falo com orgulho que durmo com elas. Elas podem sair e dormir com quem quiserem, mas daí acabou”, decretou.

Com 30 filhos biológicos e 2 adotados, o funkeiro afirmou que não pretende fazer vasectomia e não descarta ter mais filhos no futuro. “É como uma cooperativa familiar. É uma loucura você separar sua família. As piores palavras do mundo são ‘bastardo’ e ‘amante’. É a maior covardia”, opinou.

Lançando a música “Pepeca Chora”, Catra defendeu os funks proibidões, que são geralmente condenados como exaltação de armas e drogas. “O proibidão nada mais é do que uma crônica do dia a dia. O favelado vive aquilo e canta o dia dele”, falou.