Sucesso em “A Praça é Nossa”, Marlei Cevada conta como se tornou humorista “por acaso”

  • Por Jovem Pan
  • 20/07/2017 14h15
Johnny Drum/Jovem Pan<p>Atriz e humorista de "A Praça é Nossa" relembrou o início da carreira </p>

Que A Praça é Nossa é um dos humorísticos de maior sucesso da televisão brasileira não é novidade. Que Marlei Cevada, responsável por interpretar os personagens Nina e Sangue, costuma ser uma das atrizes mais aclamadas pelo público também não. O que talvez você não saiba é que ela começou sua carreira por acaso. É o que relembrou  nesta quinta-feira (20) durante a participação no Pânico na Rádio.

“Entrei para o humor na bobeira da vida. Sempre fui zoeira e bagunceira, mas muito simpática e educada ao mesmo tempo. Então os professores deixavam, seguravam a onda. Quando comecei a fazer teatro eu tinha 14 anos. Na primeira apresentação, eu só ria! Todo mundo ficou p*** porque não era para ser comédia. Aí eu percebi e comecei a chorar. Problemática, né? Teve outra peça no começo que fiz com a Mara Carvalho. Eu era a empregada dela, não falava nada. Tinha umas cinco falas no máximo, mas roubei a cena. Fiquei bêbada, mostrei os peitinhos. E fui indo para a comédia. Sou mais comediante que atriz. Quando o negócio fica sério, dou uma segurada”, contou aos risos.

Sua entrada para o clássico programa do SBT, por sua vez, aconteceu de maneira mais orquestrada. A atriz explicou que participou de um concurso na emissora que durou cerca de um ano e meio. “O Silvio (Santos) é louco”, brincou. Até que, na segunda etapa da competição, ela foi vista por Carlos Alberto da Nóbrega. “Como precisava de mais mulher no programa, deu um ‘start’ nele que falou ‘acho que essa menininha combina’”, concluiu.

Questionada pela bancada sobre o atual cenário da comédia no Brasil, a convidada elogiou diversos colegas com quem já trabalhou, entre eles o global Marco Luque, mas concordou que faltam, sim, mais mulheres na área.

“Acho que tem bastante mulher no humor, já até exagerou (risos). Mentira! Acho que falta, sim. Principalmente fazendo personagem. No standup até tem uma galera chegando, mas como personagem não. Não sei o que acontece com a mulherada. Pode ser falta de desprendimento, não sei”, opinou.

O programa do dia contou ainda com a participação da Mendigata na bancada e do também humorista Matheus Ceará, outro integrante do elenco de A Praça é Nossa, por telefone. A íntegra pode ser assistida no vídeo.