Mágino Barbosa Filho: ‘Transmitir a sensação de segurança para a população é um desafio invencível’

  • Por Branca Nunes/Jovem Pan
  • 04/09/2018 19h03 - Atualizado em 19/09/2018 19h10
Estadão ConteúdoEmbora não considere uma prioridade de governo, Barbosa Filho é a favor do porte de armas pela população civil, desde que seja feito de forma responsável e que a capacidade técnica e psicológica do cidadão que queira ter uma arma seja atestada periodicamente

Com uma polícia composta por 115 mil homens – maior que o exército da Argentina – São Paulo tem apresentado índices cada vez mais positivos na área de segurança pública. Apesar disso, essa sensação não chega até população, que continua com medo de andar nas ruas. “Conseguir transmitir a sensação de segurança é o grande desafio da nossa pasta, mas ele é praticamente invencível”, reconheceu Mágino Barbosa Filho, secretário da Segurança Pública de São Paulo, no programa Perguntar Não Ofende. Para ele, isso se deve muito às notícias sobre crimes veiculadas na imprensa.

Ao comentar as declarações de Geraldo Alckmin, candidato do PSDB à Presidência, na sabatina do Jornal Nacional, nas quais o ex-governador disse que não havia ordens de líderes do PCC sendo dadas de dentro dos presídios apesar de afirmações contrárias do Ministério Público, Barbosa Filho saiu em defesa do tucano. “Acredito que Alckmin quis dizer que isso não acontecia mais”, afirmou. “Nós conseguimos quebrar um sistema que existia de comunicação entre presos e organizações criminosas. São Paulo é o único estado do país que tem presídios de segurança máxima, mas as vezes essa comunicação acontece, parte delas com as visitas íntimas ou por meio de maus advogados”.

Embora não considere uma prioridade de governo, Barbosa Filho é a favor do porte de armas pela população civil, desde que seja feito de forma responsável e que a capacidade técnica e psicológica do cidadão que queira ter uma arma seja atestada periodicamente. Qual deveria ser a primeira medida de um presidente com relação à segurança pública? “Garantir uma linha de financiamento perene para a área e dar autonomia de investimento para os estados”, disse. “Tenho certeza de que os resultados seriam bastante positivos”.