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Emoção, beleza e festa: Olimpíada consagrou Brasil e foi ápice do esporte em 2016

  • Por Jovem Pan
  • 16/12/2016 16h35
Rio 2016/DivulgaçãoRio 2016/DivulgaçãoSede dos Jogos Olímpicos de 2016

Sede dos Jogos Olímpicos de 2016

Coube ao Brasil, País que tão bem recebeu a última edição da Copa do Mundo, sediar o maior evento esportivo de 2016. Os Jogos Olímpicos, que nunca haviam sido realizados na América do Sul, foram disputados no Rio de Janeiro e encheram os olhos do planeta com um misto de emoção, beleza e festa.

O evento foi um verdadeiro sucesso. E agradou antes mesmo de começar. Simples, mas simpática e extremamente organizadaa cerimônia de abertura da Rio-2016 ganhou elogios de todo o mundo. Realizadno Maracanã, o espetáculo apresentou a história do povo brasileiro, passou uma incrível mensagem ecológica ao planeta e emocionou os cinco continentes com belas apresentações de Paulinho da Viola, Gisele Bündchen e Jorge Ben.

Esportivamente, o Brasil também fez bonito na Rio-2016. Apesar de não ter alcançado o Top-10 do quadro geral de medalhas, como pretendia o Comitê Olímpico Brasileiro (COB), o Time Brasil teve o melhor desempenho de sua históriacom sete ouros, seis pratas e seis bronzes. A boa performance rendeu ao País a 13ª colocação no quadro de medalhas, melhor posição brasileira em todos os tempos.

Se o atirador Felipe Wu abriu os trabalhos com a primeira condecoração brasileira na Rio-2016, Rafaela Silva foi a responsável por inaugurar o topo do pódio. A judoca, que foi criada na Cidade de Deus e tanto havia sido criticada depois de Londres-2012, fez história e ganhou o ouro na categoria até 57kg. O judô ainda deu mais dois bronzes ao Brasil, com Mayra Aguiar e Rafael Silva. 

Outro esporte que também rendeu medalhas ao País foi a ginástica artística. Em um dia histórico para o esporte nacional, Diego Hypólito (prata) Arthur Nory (bronze) subiram ao pódio juntos na prova do solo. Favorito nas argolas, Arthur Zanetti perdeu o ouro para o grego Eleftherios Petrouniasé verdade, mas ao menos levou a prata. 

Prata esta que era o máximo que Thiago Braz imaginava conquistar na Olimpíada do Rio. Aos 22 anos, o paulista, que já era recordista sul-americano do salto com vara, chegou à reta final da prova com o recordista mundial Renaud Lavillenie e simplesmente desbancou o favorito com a incrível marca de 6,03m, novo recorde olímpico.

O ouro de Braz rivaliza com do futebol masculino como o grande momento do Brasil nos Jogos do Rio. Demorou, mas o tão sonhado título olímpico foi enfim conquistado pela Seleção pentacampeã mundialComandado pelo então desconhecido Rogério Micale, o Brasil de Neymar, Gabriel Jesus, Gabigol e Luan superou uma primeira fase irregular e deslanchou no mata-mata para ganhar o único campeonato que faltava à nação mais vencedora do futebol mundial. 

Quem também merece destaque é Isaquias Queiroz. O canoísta, que já havia desempenhado bem nos Jogos Pan-Americanos de Toronto, fez história e se tornou o primeiro brasileiro a ganhar três medalhas em uma mesma edição olímpicaIsaquias levou duas pratas e um bronze e entrou no rol dos maiores atletas olímpicos do esporte brasileiro. Como recompensa, carregou a bandeira verde-amarela na cerimônia de encerramento da Rio-2016. 

As outras medalhas brasileiras foram faturadas por: Polyana Okimoto (bronze na Maratona Aquática), Robson Conceição (ouro no boxe), Ágatha e Bárbara (prata no vôlei de praia), Martine Grahel e Kahena Kunze (ouro na vela), Alison e Bruno Schmidt (ouro no vôlei de praia), Erlon de Souza (prata na canoagem), Maicon Siqueira (bronze no taekwondo) e vôlei masculino (ouro). 

As decepções brasileiras na Rio-2016 ficaram por conta do handebol feminino, que ganhou o título mundial em 2013, mas caiu nas quartas de final para a Holanda; futebol feminino, que teve uma primeira fase deslumbrante, mas ficou na quarta posição após derrotas para Suécia e Canadá; vôlei feminino, que vinha de dois ouros olímpicos e foi eliminado nas quartas de final pela China; e basquete masculino, que jogou com atletas renomados, mas não passou sequer da primeira fase 

Atletas como Sarah Menezes, Robert Scheidt, Larissa e Talita, Érika Miranda, Marcelo Melo e Bruno SoaresFabiana Murer, Ana Marcela Cunha, Thiago Pereira, Bruno Fratus e Yane Marques também tinham possibilidade de ganhar medalhas, mas deixaram os Jogos do Rio sem um lugar no pódio.

Lendas que saem 

Os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro ficaram marcados pelas despedidas de diversos atletas, dentre eles dois dos maiores de todos os temposDepois de competirem em solo carioca, Michael Phelps e Usain Bolt anunciaram que não vão mais participar do maior evento esportivo do mundo.  

Ao menos, a dupla deixou o seu nome eternizado na Rio-2016. 

O nadador americano ganhou seis medalhas em solo brasileiro e se despediu dos Jogos Olímpicos com 28 condecorações no total, maior número de todos os tempos, enquanto Bolt levou os três ouros que disputou na capital carioca e saiu de cena com os tris dos 100m, 200m e 4x100m.

Lendas que chegam 

Os adeus de Bolt e Phelps deixaram um enorme vazio no coração dos amantes de esportes, isto é inegável. Tal espaço, no entanto, tem tudo para ser preenchido por três astros que floresceram na Rio-2016. São eles: Simone Biles, Katie Ledecky e Wayde Van Niekerk. 

ginasta e a nadadora americanas, ambas de 19 anos, ganharam cinco medalhas cada uma e chocaram o mundo com excelentes desempenhos em solo carioca

Van Niekerk, por sua vez, assombrou o planeta ao quebrar o recorde mundial dos 400m, que desde 1999 pertencia ao lendário atleta americano Michael Johnson. E o detalhe: o sul-africano tem apenas 24 anos.

Show nas arquibancadas 

Os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro não foram um sucesso apenas dentro dos gramados, pistas e piscinas. Nas arquibancadas, o público brasileiro também deu um verdadeiro show durante os 15 dias de competição.

A goleira norte-americana Hope Solo, por exemplo, foi a atleta que mais sofreu com a criatividade do povo brasileiro. O saltador francês Renaud Lavillenie e o pugilista colombiano Mina também foram alvos da torcida, que se, por um lado, ouviu críticas de boa parte do planeta pelo excesso de barulho e vaias, por outro, fez da Rio-2016 uma das Olimpíadas mais calorosas de todos os tempos.