Paulo Garcia promete vetar irmão agente se assumir Corinthians: “nepotismo”

  • Por Jovem Pan
  • 19/01/2018 15h19
Youtube/ReproduçãoPaulo Garcia, CorinthiansO empresário Paulo Garcia é um dos cinco candidatos à presidência do Corinthians

Último candidato a lançar chapa à eleição presidencial do Corinthians, Paulo Garcia prometeu que não fará negócios com o irmão, o empresário Fernando Garcia, se vencer o pleito de 3 de fevereiro e assumir o comando do clube. Em entrevista exclusiva ao Esporte em Discussão desta sexta-feira, na Rádio Jovem Pan, o empresário de 63 anos, um dos controladores do grupo Kalunga, afirmou que, se for eleito, “cortará” qualquer ligação de Fernando com o Timão.

“Eu conheço o Fernando antes de ele nascer”, brincou. “É uma pessoa séria, e empresário não é proibido no futebol… Mas nem eu, nem ele queremos (manter negócios), porque vira nepotismo. Eu acho errado. Ele é um empresário sério, mas não quero manter relacionamento com ele, nem ele comigo, porque ficaria ruim. Por melhor que você faça, sempre vai pairar dúvidas”, afirmou Paulo.

Fernando Garcia é, há alguns anos, o empresário com maior trânsito dentro do Corinthians. Ligado a Andrés Sanchez, o agente participou das polêmicas compras do zagueiro Cléber Reis (2013) e do lateral-esquerdo Uendel (2014), intermediou a venda de Malcom ao Bordeaux e, atualmente, possui relação contratual com quatro jogadores do elenco comandado por Fábio Carille: o goleiro Walter, o zagueiro Vílson, o lateral Guilherme Romão e o atacante Lucca – sem falar em Marlone e Marciel, que pertencem ao Timão, mas estão emprestados a Sport e Ponte Preta, respectivamente.

Paulo Garcia foi o último candidato a confirmar participação na eleição presidencial do Corinthians – que será realizada no dia 3 de fevereiro. Ele apresentou chapa com os vices Flávio Adauto, ex-diretor de futebol, e Emerson Piovezan, ex-diretor financeiro, e concorrerá com Andrés Sanchez, Felipe Ezabella e Romeu Tuma JúniorAntonio Roque Citadini teve a sua candidatura impugnada, mas ainda batalha na Justiça para ter direito de disputar o pleito.

Confira, abaixo, outros destaques da entrevista de Paulo Garcia!

Faz parte da oposição ou da situação?

“Eu sempre fui a favor do Corinthians. Não tem esse negócio de oposição ou situação. Tudo que for bom para o Corinthians, a gente aplaude. O que for ruim, a gente vai lá e conversa com o presidente, sem estardalhaço, para buscar o melhor para o clube.”

Dívidas da Arena Corinthians são “pagáveis”?

“Esse número de R$ 1,5 bi, R$ 1,8 bi (de dívida) eu acho meio irreal. Não tenho (acesso ao) contrato, que deve ter cláusulas de confidencialidade. (Se for eleito), vou ter que examinar o contrato… A Odebrecht quer receber, a Caixa, também… Tem que chegar num bom-senso para viabilizar o negócio. Eu não vejo muita dificuldade nisso, porque a Odebrecht é uma grande empresa e a Caixa é uma instituição financeira que precisa receber. É só ver para equacionar todas as contas. O próprio presidente da Odebrecht falou em delação premiada que o Corinthians assumiria R$ 400 milhões. Isso ele falou para o (Sérgio) Moro. Então, eu acho que não tem essa dificuldade toda, não.”

Gobbi “não entendeu p**** nenhuma” das contas da Arena

“Na última eleição, quando eu era candidato, eu fui procurar o então presidente Mário Gobbi para saber sobre a questão do estádio. Ele usou um termo que eu achei até meio pitoresco. Ele foi até os advogados, teve três aulas em Power Point para entender o negócio e não entendeu nada. Não entendeu p**** nenhuma!”.