Atos pró-governo reúnem manifestantes ao menos 26 estados do País

  • Por Jovem Pan
  • 26/05/2019 17h53
BRUNO ROCHA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDONa Avenida Paulista, carros de som com lideranças de direita se espalharam por sete quarteirões da via

Milhares de pessoas saíram às ruas neste domingo (26) em apoio ao governo de Jair Bolsonaro e contra grupos de deputados no Congresso Nacional, sobretudo os do chamado ‘Centrão’. Foram registrados eventos significativos em ao menos 26 estados do País.

Uma das maiores concentrações aconteceu na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, em frente ao prédio do Congresso Nacional. Segundo a Polícia Militar, cerca de 20 mil pessoas se reuniram no local. Grupos pró-governo chegaram a erguer um boneco inflável representando o ministro Sergio Moro com uma fantasia de Super-Homem no gramado central.

Na Avenida Paulista, carros de som com lideranças de direita se espalharam por sete quarteirões da via. A manifestação também contou com o apoio de parlamentares governistas, como a deputada Carla Zambelli e o senador Major Olímpio, ambos do PSL. No interior do estado, cidades como Bauru, Ribeirão Preto e Campinas também contaram com movimentações.

O Rio de Janeiro concentrou seus manifestantes na Avenida Atlântica, em Copacabana, na Zona Sul. Além das pautas comuns aos outros protestos, como a aprovação da reforma da Previdência e a aprovação do pacote anticrime, parte do público também pedia o fechamento do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal.

Outras capitais, como Belém, Goiânia, Curitiba, Porto Alegre, Belo Horizonte e Vitória registraram protestos. No Nordeste, Fortaleza, Natal, Salvador, Recife, Maceió e São Luís também levaram manifestantes às ruas.

Além da mudança no regime de aposentadorias e do projeto do ministro Sergio Moro, o público também pedia a aprovação da MP 870, que reorganiza o ministérios do Planalto.

Bolsonaro

Ausente dos atos, o presidente Jair Bolsonaro afirmou, em suas redes sociais, que a “grande maioria foi às ruas com pautas legítimas e democráticas, mas há quem ainda insista em distorcer os fatos”.

O presidente fez a ressalva, no entanto, de que foi claro “ao dizer que quem estivesse pedindo o fechamento do Congresso ou STF hoje estaria na manifestação errada”.

O dia de protestos teve as ausências de grupos e parlamentares de direita que criticavam as causas das manifestações. O MBL (Movimento Brasil Livre) e a deputada estadual Janaína Paschoal (PSL-SP) estavam entre os que se opuseram aos eventos.

Com Agências