‘Tem algum gay aqui? Meu beijo cura’, diz Bolsonaro em discurso

  • Por Jovem Pan
  • 11/10/2018 17h47
WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDOCandidato usou tom mais descontraído em entrevista

No discurso feito na tarde desta quinta-feira, (11) no Rio de Janeiro, Jair Bolsonaro (PSL) investiu em um tom duro e ao mesmo tempo bem-humorado para falar com seus apoiadores. Em determinado momento, por exemplo, ele se propôs a cumprimentar homossexuais que apoiam sua candidatura e estivessem na plateia. “Tem algum gay aqui? Se tiver é bem-vindo ou bem-vinda”, disse. Nesta hora, um rapaz se dirigiu até o palco. “Meu beijo cura, hein? Quer um beijo meu?”, continuou o candidato, abraçando o menino e arrancando risos do público.

O presidenciável aproveitou também para criticar mais uma vez o concorrente Fernando Haddad (PT) e o material que chama de “kit gay” – documento que na verdade é intitulado Escola Sem Homofobia e foi vetado pelo governo federal em 2011. “Eu não roubei como seus colegas, Haddad. E combati essa cartilha maldosa que quer perverter nossas crianças. Nós defendemos a família. Defendemos que o Brasil deixe a ideologia de esquerda. Quem ensina sexo para as crianças é o papai e a mamãe”, declarou, ressaltando que é preciso “doutrinar e resgatar” as pessoas que votam no PT e que possuem a “doença” do comunismo.

Bolsonaro – acompanhado do senador Arolde Oliveira (PSD) e do coordenador de sua campanha Onyx Lorenzoni – ainda explicou porque seu vice, General Mourão, não estava presente. “Hoje o Mourão se casa. Quando um homem está cansado de ser feliz, ele procura uma mulher e se casa… Para ser mais feliz ainda”.

13° para Bolsa-Família

Como já havia afirmado no dia anterior, o candidato reforçou que pretende criar uma espécie de “décimo terceiro salário” para os beneficiários do Bolsa Família, programa de assistência social. A ideia, segundo ele, partiu de uma conversa entre Mourão e Paulo Guedes, seu assessor econômico.

Vale lembrar que o próprio Mourão se envolveu há pouco tempo em uma polêmica envolvendo o 13° salário. Em discurso, o militar criticou o direito classificando-o como “jabuticaba”. Pouco depois, chegou a ser repreendido pelo próprio Bolsonaro e voltou atrás em seu posicionamento.